13 de out. de 2009
vaga-lumes
no meio da escuridão, um pontinho de luz. ele sempre aparece, de várias formas. pode ser uma ligação na hora em que mais se precisa da voz amiga. pode ser um plano de viagem pra ocupar a mente. um beijo contagiante do irmão que chegou feliz da praia. o livro novo que a gente se deu de presente no dia das crianças. às vezes é só a beleza do dia amanhecendo quando se perde o sono, seja pelo motivo que for. há que se achar o tal pontinho, trazê-lo pra perto, valorizá-lo. no dia mais pesado, ele lembra que ainda existe leveza. e à medida que o tempo passa, vai se multiplicando. um dia a gente se dá conta de que são vários os pontinhos, e tão juntos uns dos outros que nem se percebe mais o espaço entre eles. vão se fundindo e clareando o breu. e eu já vi isso acontecer antes...
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