manter um diálogo sem ruídos é um troço difícil à beça. não importa quantas vezes o processo de desentendimento se repita, ainda fico impressionada com isso. e mesmo com palavras tão incríveis à disposição, mesmo com esse leque imenso de opções gráficas e sonoras pra representar o que se sente e se pensa, às vezes a fala engasga, tropeça... e aí só sai o velho discurso repetitivo, talvez porque já esteja ali na ponta da língua, coisas do costume, da preguiça, do medo do desconhecido, sei lá.
e é engraçado também como a reação do outro acaba direcionando ou limitando esse processo. de repente eu tive um insight, um estalo, ou cheguei a uma conclusão importante que quero compartilhar... mas na primeira frase que solto, se vem um olhar de reprovação inesperado, se o outro já vem de lá com um "como assim?!", aí pronto. já quero buscar um outro caminho pro meu discurso, um que cause menos estranhamento. mas não sou boa de improviso, então danou-se. fica a coisa dita pela metade, solta, fora de contexto, sem sentido ou com um sentido que não era exatamente o que eu queria dar.
e eu que um dia resolvi me meter a estudar e trabalhar com comunicação.
tolinha.
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