um suspiro cansado, cansado de verdade de tudo que não é essência. tenho que me despir por inteiro, a começar pelas lembranças e projeções. depois, será a vez das dores, das mágoas e frustrações. só então ficarei livre das roupas, e em seguida dos cabelos, da pele, ossos, dos órgãos todos, incluindo o coração... aquele mesmo por onde passaram sangue e sonhos, tantos. ainda é brega falar de coração assim? ainda é romântico? vai embora o coração, vão as vísceras, me desfaço de todas as células que peguei emprestadas pra ser matéria.
hoje, só me interessa o que seja pura alma e mais nada.
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