plantei árvores de silêncio e colhi uns frutos cor-de-tranquilidade, de sabor semi-desconhecido. batizei o meu pomar de "deixa estar". fosse pela minha vontade, armaria uma rede entre dois troncos fortes e aí esperaria (só eu sei pelo quê). mas a vida coloca a gente pra andar, mesmo que não se queira. e se as coisas precisam mudar, que mudem. talvez agora seja o momento de reaprender a lidar com um certo algo-a-perder.
Um comentário:
e quando o algo-a-perder vem agregado - ainda que em outro tempo, um certo depois - com algo-a-ganhar.. hehe.. delícia!
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